segunda-feira, 3 de setembro de 2012

CIA. MELHORAMENTOS

A imagem acima, enviada pelo amigo Tony Belviso, é de uma Ação da Cia. Melhoramentos, empresa da qual há uma boa referência num trabalho acadêmico, cujo link está ao final. Acompanhe:
  
"Duas empresas marcaram época em Poços de Caldas. A primeira delas, a Companhia Termal de Poços de Caldas foi criada em 1906 para realizar os projetos de construção do então prefeito Policarpo Rodrigues. A empresa deveria cuidar de toda a iluminação da cidade, da água e esgoto, da edificação da Igreja Matriz, construção de ruas e avenidas, além de um balneário e um hotel modelo, com teatro e cassinos. Em compensação, a Companhia teria direito a toda renda obtida com os banhos termais e jogos durante 25 anos. Porém, a empresa não atingiu os objetivos e, em 1911, foi arrendada para uma nova firma, a Companhia Melhoramentos de Poços de Caldas, que deu continuidade aos trabalhos.

A cidade era governada por Francisco Escobar (1909-1918), um dos políticos que mais colaborou para o desenvolvimento e divulgação da estância. A nova prestadora de serviços foi quem construiu, por iniciativa de Escobar, o primeiro luxuoso cassino e hotel de Poços. Era o Politeama, em anexo com o Grande Hotel.
  
Encabeçada por diversos empresários, era de responsabilidade da Melhoramentos construir ainda mais um hotel e outro cassino extramente luxuosos, o que mais tarde seriam o Palace Casino e o Palace Hotel. A empresa atravessava um período de desenvolvimento, assim como Poços de Caldas. 
  
Além de construir, os empresários também conseguiram monopolizar os serviços de jogos e hotelaria da cidade. Entretanto, para conseguir esta condição, a empresa deveria cumprir com todos os acordos firmados com a Prefeitura.
  
Em meados da década de 20, a Melhoramentos entrou em crise. Inúmeros empréstimos foram solicitados ao Estado, mas sem dinheiro para continuar, as obras foram paradas e a empresa foi à falência. A sociedade poços-caldense da época festejou o fechamento da firma, uma vez que ninguém podia investir em hotéis ou jogos, já que a exclusividade era da Melhoramentos.
  
Em 1927, já com Francisco de Paula Assis Figueiredo (1931-1939) a frente da Prefeitura o monopólio dos jogos é extinto e outros salões puderam surgir em Poços de Caldas.
  
O presidente do Estado, Antônio Carlos Ribeiro Andrada, soube dos problemas que a cidade enfrentava e, por isso, assumiu o compromisso de terminar as obras iniciadas pela Companhia. A verba para tais construções seria enviada pelo Estado. Entre as obras inacabadas estavam a do Palace Hotel e do Palace Cassino". Fonte: A Era dos Cassinos em Poços de Caldas .

"Zeca da Pedra": sobre o titular da ação, Cel. José Custódio Dias de Araújo, há uma história importante: "O desbravamento da região onde está situado o município (Campestre-MG) foi feito pelos bandeirantes, que, partindo de São Paulo à procura de ouro e pedras preciosas, penetraram no território. Ponto de passagem de viajantes que se dirigiam às antigas cidades de Aparecida do Norte (SP) e Campanha (MG), logo surgiram no local os primeiros ranchos e abrigos de descendentes de portugueses vindos de Campanha, Cabo Verde e Santana. Por volta de 1890, os chefes políticos e autoridades locais, liderados pelo Cel. José Custódio Dias de Araujo, "Zeca da Pedra", descontentes com o descaso do Governo da Província de Minas Gerais, resolveram transformar o distrito em República. Mas a "República de Monte Carmelo" teve vida breve, sendo rapidamente dissolvida pelo Governo Central. Em 1911, Campestre tornou-se município".

Luis Nassif também tratou do tema. Confira clicando aqui.
  
Clique nas imagems do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

0 comentários:

Postar um comentário

Memória de Poços de Caldas é um trabalho cultural, sem fins lucrativos, e democrático. Aqueles que quiserem se comunicar diretamente com o autor podem fazê-lo pelo email rubens.caruso@uol.com.br .