terça-feira, 3 de maio de 2016

PALACE CASINO, DOS BONS TEMPOS.


Foto do acervo do Memória de Poços de Caldas mostra o tradicional Palace Casino, em sua face norte. Observa-se que a rua que margeia o ribeirão ainda não havia sido tomada pela dita "Alameda do Bacon", sequência de paradoxais "trailers fixos" que vendem lanches, em ilógica e desordenada ocupação do espaço público em favor de alguns particulares, sabe-se lá em que condições. A área serve, ainda, inexplicavelmente, de estacionamento público de carros.

Em 2015 uma dessas "lanchonetes" pegou fogo, destruindo um antigo carro ferroviário, conforme se vê nesse link.

É possível notar, ainda, que não havia o Monotrilho nem a estação do Teleférico, o que garantia ao espaço a originalidade de seu projeto.

Fruto do descaso de sucessivas administrações municipais (a atual, inclusive), é vergonhoso observar a situação corrente atestada pela imagem abaixo, do Google Earth.
Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

sexta-feira, 29 de abril de 2016

CASSINOS: O FIM DA ERA DE OURO

Há 70 anos, em 30 de abril de 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra decretava o fim da prática ou exploração de jogos de azar em todo o território nacional.

Os motivos elencados no Decreto-Lei 9215, daquela data, foram muitos:
"a repressão aos jogos de azar é um imperativo da consciência universal;
a legislação penal de todos os povos cultos contém preceitos tendentes a êsse fim;
a tradição moral jurídica e religiosa do povo brasileiro é contrária à prática e à exploração de jogos de azar;
das exceções abertas à lei geral, decorreram abusos nocivos à moral e aos bons costumes;
as licenças e concessões para a prática e exploração de jogos de azar na Capital Federal e nas estâncias hidroterápicas, balneárias ou climáticas foram dadas a título precário, podendo ser cassadas a qualquer momento".

Conta-se que a motivação mais importante teria sido a pressão da primeira-dama Carmela Dutra, a "Dona Santinha", que teria abraçado a causa da Igreja Católica contra o ambiente viciado e libidinoso dos cassinos.

A história dos cassinos em Poços de Caldas tem início no século 19, quando a cidade era ainda uma pequena vila. Registros indicam que, por volta de 1890, os hotéis de então, já recebendo turistas em busca dos tratamentos terapêuticos proporcionados pelos banhos de água sulfurosa, ofereciam aos hóspedes alguns jogos, como forma de lazer durante as estações de cura a que se submetiam, em geral longas.

Considerada por muitos a Las Vegas brasileira, o jogo tornou-se um grande negócio para a cidade, empregando muita mão-de-obra e atraindo jogadores de todo o País, resultando por exemplo na existência de voos regulares para a cidade, partindo das maiores capitais brasileiras (então São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) após a inauguração do aeroporto em 1938. Por suas características, Poços de Caldas, guardadas as proporções, estaria mais para Monte Carlo do que Las Vegas. Mas esse é um ponto de vista pessoal do autor.

Como em toda cidade que abriga casas de jogo, essas passaram a movimentar a economia, de onde vinham salários e gorjetas, muitas vezes na forma das próprias fichas de jogo, que circulavam como moeda regular na cidade. Especialmente nos meses de férias, as temporadas de verão e inverno eram épocas de festa para o comércio local. Ainda hoje é assim, mesmo sem os cassinos.

Foram muitos os estabelecimentos dedicados ao jogo em Poços de Caldas. Nomes como Rádium, Éden, Bridge Club, Caldense, Cassino "Velho", Ideal Cassino, Nacional, Social Club, Salão Biju ou Ideal Cassino estão entre os mais lembrados, apesar da carência de fontes para pesquisas mais profundas.

Com o fim do jogo, Poços de Caldas mergulhou num período de considerável decadência, voltando a se redescobrir como destino quase obrigatório para casais em lua de mel.

Curiosamente, apesar do fim do jogo ter sido decretado em 1946, seis anos depois um Delegado de Polícia "linha dura" -o Dr. Helvécio Horta Arantes- foi designado para encerrar, de vez, as atividades de pelo menos três cassinos que insistiam em continuar ativos em Poços de Caldas. Clique no link ao final para conhecer os detalhes dessa interessante história.

Link para o Decreto de Dutra -clique aqui

Link para a curiosa missão do Dr. Helvécio Arantes -clique aqui

Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

CHARRETES DE BODES


Raríssima imagem do acervo do Memória de Poços de Caldas.

Alegria das crianças, essa foi outra tradição extinta em Poços de Caldas. Enquanto as charretes grandes, tracionadas por surrados cavalos, sobrevivem com mais críticas do que elogios, as puxadas por bodes ou cabras podiam ser vistas até por volta de 2008 com alguma frequência, nas imediações da Rua Assis Figueiredo.

Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.

"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

quinta-feira, 28 de abril de 2016

EDIFÍCIO BAUXITA, 70 ANOS



Inaugurado em 1946, o Edifício Bauxita foi o primeiro "arranha-céu" de Poços de Caldas, com 13 pavimentos e 122 apartamentos e, segundo consta, uma estrutura inferior capaz de suportar ataques aéreos -a execução da obra deu-se quando ocorria a Segunda Guerra Mundial. 

Nas fotos acima, do acervo do Memória de Poços de Caldas, é possível observar o prédio ainda em obras e o Cassino Imperial, bem como o "Posto de Gazolina" (ao lado da Thermas Antonio Carlos) que, graças ao bom senso, não existe mais.
No térreo do edifício, há anos, está sediada a Câmara Municipal de Poços de Caldas.

Curioso notar que uma obra dessa importância, um marco da cidade que completa 70 anos em 2016, não tenha sido até o momento objeto de algum tipo de homenagem ou reportagens especiais.

Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.

"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

quarta-feira, 27 de abril de 2016

CINE VOGUE


Raríssima fotografia do acervo do Memória de Poços de Caldas destaca a fachada do antigo Cine Vogue.

Fundado em 1946, localizado à Rua São Paulo, 85, no centro da cidade, o cinema tinha, nos anos 1960, 1.169 lugares, funcionava diariamente, com média anual de 396 sessões e 244.645 espectadores, de acordo com um site especializado em cinemas antigos.

O prédio ainda existe e conserva sua arquitetura original, com pequenas mudanças.

Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

CASSINO IMPERIAL


Raríssima fotografia do acervo do Memória de Poços de Caldas destaca a fachada do Cassino Imperial.

Comandado por Vivaldi Leite Ribeiro, era dividido em Imperial Azul e Imperial Vermelho, e contava com um cinema, o Cine Imperial. Demolido, o local abriga hoje uma agência bancária, em frente ao Edifício Bauxita.

Os tapumes na parte superior são um mistério.

Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

quinta-feira, 7 de abril de 2016

AINDA A LUTA PELA FERROVIA


Quem acompanha o Memória de Poços de Caldas sabe há quanto tempo a cidade vem lutando pela reconstrução da ferrovia no trecho urbano da cidade.

Recentemente a Prefeitura deu início ao trabalho de resgate dos AMVs -Aparelhos Modificadores de Vias- que foram inexplicavelmente recobertos por asfalto na antiga Estação Mogyana de Poços de Caldas. E isso foi, acreditem, um lance de sorte: os AMVs são valiosos e poderiam ter ido embora junto com os trilhos, quando estes foram erradicados em meados dos anos 1990.

Se por um lado há todo esse interesse positivo, por outro ainda há quem insista em intervir, por ação ou omissão, no antigo leito da ferrovia, o que em geral acaba levando ou à obstrução da passagem, ou a danos de difícil reparo, quando não impossíveis de consertar sem investimentos elevados.

Hoje cedo, a ocorrência foi junto ao trevo da PUC, onde recomeçou um trabalho de terraplenagem numa grande área lindeira à avenida e ao leito da ferrovia. Lá, provavelmente devido ao grande volume recente de chuvas, até mesmo um afloramento de água surgiu.

Não é difícil prever o que vai acontecer no leito com a sucessiva passagem de caminhões carregados. A prefeitura foi notificada pois, embora todo o patrimônio ferroviário seja da União, recentemente passou a ser concessão do município.

As fotos abaixo mostram as intervenções -na Estação, resgate dos AMVs; nas demais, o que está acontecendo no leito, nas imediações da PUC.

Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A SUISSA BRASILEIRA

Bilhete postal e informações aos hóspedes dos antigos Hotel das Thermas e Grande Hotel. A data é anterior a 1931, fonte Acervo Digital da Biblioteca Nacional.
Como seria, à época, alguém não "decentemente vestido"?
 
Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

POÇOS DOS PALACETES

Rara imagem de Poços de Caldas, sem data precisa. À direita é possível observar os antigos Cine Theatro Polytheama e Grand Hotel, ao lado da Prefeitura.

Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

AVENIDA JOÃO PINHEIRO

Antigo postal mostra a Avenida João Pinheiro, a mais importante de Poços de Caldas, que liga a zona oeste ao centro da cidade. Sem data definida.

Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".