quarta-feira, 24 de agosto de 2011

AS BANHEIRAS DE ANTONIO CARLOS

Depois de ver os filmes de 1927 sobre a visita do Presidente Antonio Carlos a Poços de Caldas, saber que em 1931 foi inaugurada a Thermas com seu nome, constatar que esse patrimônio histórico sobreviveu por 80 anos em condições quase milagrosas a todo tipo de ação técnica ou política, é impossível não se assustar com o destino dado às belíssimas banheiras nesta que promete ser a derradeira reforma do Balneário.
   
Durante recente apresentação a um grupo de arquitetos e interessados, os responsáveis pela obra informaram que as preciosas banheiras seriam substituídas por novas, produzidas em fibra. Não é preciso ser gênio para saber que as "modernas" não durarão 25% do tempo que duraram as originais. E também não é preciso ir longe nas pesquisas para saber que ou se poderia recuperar as banheiras originais, ou, num extremo, mandar reproduzi-las no padrão original. Há outros pontos questionáveis nesse processo de "modernização" da Thermas, como a construção de uma piscina interna não aquecida, conforme apresentado, mas isso é assunto para vereadores, Justiça ou jornalistas de verdade, que andam rareando.
   
Para dar uma amostra do cuidado com a manutenção e a preservação do patrimônio histórico, na mesma apresentação foi informado que as banheiras, "propriedade" da Codemig, a mesma que está "pagando" os R$ 10 milhões dessa obra, seriam enviadas a Belo Horizonte.
   
Mas uma boa fonte desmente a fala. As fotos abaixo mostram em que condições estão armazenadas as peças, junto a um galpão oficial, em local com cerca derrubada, sem a menor segurança, correndo o risco de serem destruídas por vândalos ou mesmo "removidas" pelos amigos do alheio. Precariedade é o termo.
   
Do luxo ao lixo. Não seria de espantar se as banheiras acabarem como cochos de gado em algum sítio da região.
   
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

MINAS GERAES, 1873

Como teria ficado o mapa de Minas Gerais se tivesse prevalecido o "Projecto da de nova divisão do Império", proposta pelo Deputado Cruz Machado, em 1873? Observe à esquerda da imagem, junto à linha 22, a cidade de Caldas. Não há referências a Nossa Senhora da Saúde das Águas de Caldas, mais tarde Poços de Caldas.
  
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

POÇOS DE CALDAS EM 1927 - 3

Última parte. Memória de Poços de Caldas agradece mais uma vez a Roberto Tereziano.

domingo, 21 de agosto de 2011

POÇOS DE CALDAS EM 1927 - 2

Segunda parte.

sábado, 20 de agosto de 2011

POÇOS DE CALDAS EM 1927 - 1

Mais um filme do acervo de Roberto Tereziano, retratando a visita do Presidente Antonio Carlos a Poços de Caldas, em 1927. Tereziano esclarece: "Embora a legenda do filme mencione que o hotel é o Palace, na verdade o Presidente Antonio Carlos está no Grande Hotel, que ficava ao lado do Politheama, ambos já demolidos. Antonio Carlos veio acompanhar a construção do Palace Hotel e assinar a construção das Thermas e Palace Casino".
   
O filme está editado em três partes. Acompanhe a primeira.
   

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O FUTURO DA FERROVIA ESTÁ NO PASSADO - 4

Raríssimo filme do acervo do abnegado jornalista e historiador Roberto Tereziano, mostrando uma parte do percurso da descida da serra rumo a Águas da Prata, SP, passando pelo Viaduto do Tajá e o Túnel. O filme mostra ainda cenas da chegada da composição da Mogyana à Estação de Poços de Caldas, com um detalhe muito importante: são duas as locomotivas à frente dos vagões, as de número 200 e 205, como bem observou o amigo Mogyanista Thomas Corrêa, ao assistir o filme.
   
Mais um material a servir de referência para a decisão lógica de tombar todo o remanescente do patrimônio histórico ferroviário de Poços de Caldas -se é que alguém ainda tem dúvidas sobre a importância do tombamento.
   
Obrigado, Tereziano, por mais essa contribuição, dividindo materiais magníficos com os leitores do Memória de Poços de Caldas.
   

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O FUTURO DA FERROVIA ESTÁ NO PASSADO - 3

Parece que o descontrole sobre os bens da antiga Rede Ferroviária Federal em Minas Gerais está com os dias contados. Recente press-release divulgado pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais, em 8 de agosto, apresenta o assunto de forma clara. Confira:
  
"MPF/MG requisita informações urgentes sobre bens ferroviários
8/8/2011
  
ANTT, Ibama, Iphan e a Inventariança da antiga RFFSA deverão enviar relatórios em dez dias
O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) requisitou informações atualizadas a todos os órgãos federais envolvidos na gestão e conservação do patrimônio da antiga Rede Ferroviária sobre os bens móveis e imóveis atualmente existentes, estejam eles em operação ou desativados.
  
Em reunião realizada com representantes desses órgãos em 4 de julho último, o MPF apurou que vários deles já concluíram vistorias e levantamentos acerca da situação atual do patrimônio ferroviário no país. “O inacreditável é que esses estudos encontrem-se, ainda, totalmente desarticulados; cada órgão atua de maneira independente, sem qualquer compartilhamento de informações. É imprescindível que essas informações sejam reunidas, para que se possa conferir agilidade e eficiência ao trabalho, e, é claro, economizar recursos públicos”, afirma a procuradora da República Zani Cajueiro.
  
Entre os órgãos que informaram já ter concluído estudos sobre os bens ferroviários, estão o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que é responsável pela gestão dos bens, móveis e imóveis, de valor cultural, e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), responsável pelo licenciamento ambiental da malha ferroviária.
   
Outro levantamento importante diz respeito ao sistema de Gestão com Inteligência Geográfica das Concessionárias Ferroviárias (Gigfer), sob responsabilidade da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
   
Esse sistema, criado por meio da Resolução 3.543/2010, deveria ser alimentado pelas próprias concessionárias, que tinham até o final do mês de junho para lançar dados sobre todos os bens e investimentos relacionados às concessões. Após o registro, os dados terão de ser validados pela ANTT.
   
O MPF defende que “o Gigfer será de extrema utilidade para o conhecimento da atual situação do patrimônio ferroviário, porque as concessionárias são obrigadas a informar não só os bens e investimentos vinculados à concessão, como também os bens não-vinculados e projetos associados. Ora, se Ibama e Iphan alegam já ter feito seus levantamentos, nada mais racional e lógico que possam auxiliar a ANTT na validação dos dados lançados pelas concessionárias, comparando-se o que a concessionária informou com o que foi aferido pelas autarquias federais. A atuação concertada dos órgãos irá economizar tempo e, lógico, dinheiro público”.
  
O desperdício de recursos públicos, como resultado direto da desarticulação entre os órgãos, ficou evidente quando o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) lançou concorrência pública no valor de R$ 17 milhões para a contratação de empresa de engenharia na área ferroviária que efetuasse serviços de controle do ativo operacional, levantamento, inspeção, avaliação, diagnóstico e assessoria técnica para a gestão dos bens. “Ou seja, o DNIT irá gastar milhões de reais para repetir, em parte, o levantamento que já está sendo feito através do Gigfer, pela própria Inventariança da Rede e de vistorias específicas realizadas pelo Ibama e Iphan. Não faz o menor sentido”, diz a procuradora.
   
Exclusão indevida -Outro problema detectado pelo MPF diz respeito às licenças operacionais corretivas recentemente concedidas pelo Ibama às concessionárias da malha ferroviária. Essas licenças são necessárias porque os contratos de concessão e arrendamento foram celebrados em data anterior à instituição do Sisnama, portanto, sem a realização de licenciamento ambiental. No entanto, conforme afirmou a própria ANTT na reunião do dia 4 de julho, as licenças operacionais já concedidas pelo Ibama estão em total descompasso com os dados constantes nos contratos da concessionárias. Há trechos com bens que foram considerados pelo Ibama como não-operacionais, mas que não foram formalmente devolvidos, segundo controle da agência. Além disso, trechos em plena operação foram excluídos da licença, como, por exemplo, o situado em Corinto, norte de Minas Gerais.
   
Ainda, no último dia seis de julho, a ANTT determinou que as empresas apresentem os “respectivos cronogramas físicos para a execução de obras de recuperação dos trechos e ramais ferroviários”, adequando-os às condições previstas quando da celebração dos contratos de concessão e arrendamento. Tal adequação implicará a necessária análise dos impactos ambientais do empreendimento, que, obrigatoriamente, deveriam ter sido considerados pelo Ibama no licenciamento corretivo da malha ferroviária e não o foram.
   
“O licenciamento operacional corretivo do Ibama excluiu trechos supostamente não-operacionais, valendo-se de dados apenas repassados pela concessionária, sem ao menos verificar junto à ANTTa vigência dos contratos das concessionárias”, afirma Zani Cajueiro. “Além disso, ao exigir apenas o estudo ambiental simplificado, ao invés do EIA-Rima, o Ibama desconsiderou a atual realidade social, os impactos culturais, e até mesmo as inúmeras invasões ocorridas em diversos trechos da malha ferroviária na década de 80”.
   
Recomendação -O MPF recomendou ao Ibama que realize o correto licenciamento ambiental da malha ferroviária que passa pelo Estado de Minas Gerais, exigindo das concessionárias, no prazo de 90 dias, estudo sobre os impactos sociais do empreendimento, com a atualização de dados sobre as ocupações irregulares ao longo dos trechos e as condicionantes relativas a eventuais realocações dessa população.
   
No caso das licenças operacionais já concedidas, foi recomendado que o órgão evite inserir novos trechos, ainda que concessionados, e que inclua, nessas licenças, eventuais condicionantes fixadas pelo Iphan quanto aos bens que sejam relevantes para a preservação da memória ferroviária.
   
O Iphan, por sua vez, deverá encaminhar ao Ibama, no prazo máximo de dez dias úteis, todas as condicionantes relativas aos impactos culturais dos empreendimentos.
   
“A questão dos bens ferroviários é extremamente complexa, porque envolve óticas distintas - valor cultural, preservação ambiental, gestão de transportes e defesa do patrimônio público - dispersas por diferentes órgãos. Ou seja, é absolutamente imprescindível que a atuação se dê de forma coordenada, com a constante troca de informações”, explica Zani Cajueiro. “O Iphan, por exemplo, deve coordenar suas ações não só com o Ibama, mas também com a Secretaria de Patrimônio da União, no que diz respeito ao gerenciamento dos bens imóveis, e com o Dnit, com relação aos bens operacionais.
   
Acesso simultâneo -Por isso, o MPF recomendou à ANTT que disponibilize o Gigfer para alimentação e consulta por todas as instituições envolvidas, ou, não sendo essa alimentação possível, que, junto com o Iphan, Ibama, SPU e DNIT, permita o acesso simultâneo aos respectivos dados, agilizando a troca de informações, de modo a evitar-se a depreciação do patrimônio público e, eventualmente, do patrimônio cultural.
   
Foi requisitado ainda que, no prazo de dez dias úteis:
- o Ibama envie planilha com dados sobre a malha ferroviária do Estado de Minas Gerais, o estudo simplificado entregue pela FCA para o licenciamento e cópia das licenças , com condicionantes, expedidas para as demais malhas ferroviárias;
- a ANTT envie cópia da planilha contendo bens concedidos e devolvidos, bem como cópia do termo de ajustamento de conduta firmado com a FCA;
- o Iphan forneça cópia de seu inventário dos bens imóveis, com a divisão por estado, localização e situação atual; informação com todos os casos dos quais tenha conhecimento de degradação de bens oriundos da RFFSA; cópia de todos os documentos/avaliações do valor cultural de bens edificados e cópia das condicionantes indicadas ao Ibama;
- a Inventariança encaminhe planilha contendo todos os bens móveis existentes em Minas Gerais, indicando o que é material rodante ou não, sua localização e estado de conservação.
   
"O MPF vem tratando do tema RFFSA, sob a ótica da preservação do patrimônio cultural, em sucessivas reuniões e assinaturas de termos de ajustamento de conduta, desde 2008. Por certo, o momento de maturação, após três anos, é agora, não se podendo mais aceitar dos envolvidos as graves irregularidades que estamos verificando”, afirma a procuradora.
   
Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal
(31) 2123.9008

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O FUTURO DA FERROVIA ESTÁ NO PASSADO - 2

O Ministério Público Federal entrou no assunto, uma vez que o patrimônio ferroviário de Poços de Caldas está quase totalmente incluído na relação de bens da extinta Rede Ferroviária Federal transferidos à Secretaria de Patrimônio da Uniãovinculada ao Ministério do Planejamento. Confira abaixo (clique nas imagens para ampliá-las) a íntegra da Portaria do MPF de Minas Gerais, encaminhada pelo Procurador da República, Dr. José Lucas Perroni Kalil, instaurando um Inquérito Civil Público:


O FUTURO DA FERROVIA ESTÁ NO PASSADO - 1

“Para construir são necessários anos de lento e laborioso trabalho. Para destruir basta o ato impensado de um único momento”. Sir Winston Churchill
  
A citação acima, quase sempre empregada metaforicamente, cabe bem quando o assunto é a preservação do patrimônio histórico, artístico ou cultural. E cabe melhor ainda quando analisamos a precariedade em que se encontra o magnífico patrimônio histórico ferroviário de Poços de Caldas.
  
Embora parte desse acervo tenha sido (felizmente) tombado, é de surpreender que aqueles que tiveram a preocupação de “salvar” a antiga Estação de Poços de Caldas -inaugurada pelo Imperador Dom Pedro II em 1886 quando aqui esteve para dar vida ao novíssimo Ramal de Caldas da Companhia Mogyana, empresa aberta em 1872, mesmo ano da fundação de Poços de Caldas- não tenham olhado mais longe e ampliado o interesse do tombamento para todo o patrimônio.
  
Assim, em 1993, a lei municipal 5.376 tratou de tentar proteger apenas a Estação e adjacências, no chamado “perímetro de tombamento”, que inclui toda área que vai do Girador de Locomotivas, situado aos pés de outro belíssimo patrimônio, o Chalé do Conde Prates, até as primeiras casas funcionais localizadas na chamada Rua Beira-Linha. Nesse “perímetro” estão a Estação, hoje ocupada pela Secretaria de Turismo, um posto de combustíveis, as obras de um futuro restaurante, um bar abandonado e outros imóveis.
  
Importante destacar que, de acordo com o Dossiê de Tombamento desse patrimônio, documento público disponível na Secretaria de Planejamento, o referido perímetro abrange desde as calçadas em frente à toda área até a base do morro localizado atrás da Estação e vizinhos.
   
Por razões desconhecidas, o processo de regulamentação oficial desse acervo data de 2003, portanto 10 anos após promulgada a lei que o tombou. Nesse meio tempo, por volta de 2002, uma parte desse patrimônio teria sido vendido a particulares, que ocuparam o leito da ferrovia com muros e outras construções, de forma que numa hipotética chegada de uma composição férrea a Poços de Caldas, esta não alcançaria a Estação a não ser derrubando esses muros.
   
Como sou -orgulhosamente, sempre friso- bisneto e neto de ferroviários, o assunto sempre me atraiu. Por mais de dois anos observei e documentei o acervo ferroviário da cidade, o que levou a descobertas interessantes como a que diz respeito ao Palacete da Prefeitura, ainda hoje propriedade da RFFSA (Rede Ferroviária Federal). Depois que publiquei esse assunto, não foi surpresa ouvir que “todo mundo na Prefeitura sabia”. Paciência. O fato é que a Prefeitura pretendia doar o prédio a uma ainda incubada Fundação de Cultura, em gestação sob as asas do DME, e agora aponta seu desejo para a Urca.
   
Como não estava vendo qualquer movimento em favor da conservação da totalidade desse magnífico patrimônio, protocolei, em 4 de agosto de 2011, na Secretaria de Planejamento, um Pedido de Tombamento de todo o remanescente da ferrovia, o que inclui as construções, leito, trilhos, pontes, equipamentos e outros, compreendendo desde a Estação de Poços de Caldas até a divisa com São Paulo, abrangendo também a Estação Bauxita. Neste mesmo pedido protocolado, solicitei ainda ao Condephact -Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico de Poços de Caldas- o cumprimento da legislação e das boas práticas de preservação de patrimônios tombados, providenciando a desocupação do leito da ferrovia por obras particulares, visando a manutenção do local em condições de receber, futuramente, um trem de passageiros, seja na modalidade turística, tendo como exemplo os bens sucedidos projetos implantados em São Lourenço, MG, ou Jaguariúna, SP, ou mesmo comercial, uma idéia que considera o franco desenvolvimento ferroviário brasileiro, ao qual Poços de Caldas não tem acesso ainda por conta da remoção de cerca de 10 km de trilhos entre as estações Bauxita e a Estação do Centro.
   
Em 9 de agosto de 2011, o Condephact gentilmente concedeu espaço, em reunião que já contava com extensa pauta, para uma apresentação das considerações que levaram a esse pedido de tombamento. Não apenas a receptividade por parte dos membros do Conselho foi ótima, como muito do ali mostrado constituiu surpresa a alguns, que representam diversos setores da sociedade, Prefeitura inclusive.
   
Em relação à questão do muros, o Presidente do Conselho foi enfático ao afirmar que o que está construído sobre o leito da ferrovia é “provisório”, ou seja, está condicionado a ser removido ante um fato de maior interesse coletivo que se sobreponha ao privado, por exemplo, a volta da circulação dos trens em Poços de Caldas. Essa informação inclusive constaria inclusive em atas de reuniões do Conselho (às quais pedi vistas mas ainda não foram disponibilizadas) e, portanto, não demandaria ações de desapropriação dos espaços.
   
Alea jacta est, em tradução livre, quer dizer “a sorte está lançada”. E sorte, no caso, é podermos ter para sempre ao alcance dos olhos um espetacular patrimônio não apenas de Poços de Caldas, mas brasileiro, bem aqui, que conta muito da história da cidade e do País, com requintes importados por exemplo da Inglaterra, bem representada pelo fabuloso Girador de Locomotivas (na sua próxima passagem pela Rua Junqueiras observe a assinatura “London” na plaqueta do equipamento), além de detalhes da tecnologia de um século atrás, como a empregada na construção da pequena ponte que há no bairro São Geraldo, quase em frente à Cadeia.
   
Há muito o que salvar para o futuro, e a questão não se esgota na simples preservação. Vai muito além, no olhar visionário do futuro do trem no transporte brasileiro que, humildemente, um cidadão manifesta, chamando para si o que é alçada do poder público. Só espero que os "gênios" de sempre não venham mais uma vez dizer que tenho interesses políticos ou comerciais com esse idéia. O foco é outro e quem me conhece assina embaixo.
    
Finalizando, na entrada da estação ferroviária de São Lourenço, MG, há uma placa com uma singela citação: “A cidade que preserva seu passado, vive bem o presente e sabe construir o futuro”. Uma lição.
   
Será que a nossa Poços de Caldas, pujante e moderna, vai perder esse trem?
 
O assunto continua nas próximas pautas.
 
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

VISTA PANORÂMICA


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terça-feira, 9 de agosto de 2011

AGENCIA SCALABRINO - FINAL

Parque Municipal, hoje denominado Country Club.

"Cascata da Luz". Será a Véu das Noivas ou a Cascata abaixo da Antas? Ajudem!

 
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

AGENCIA SCALABRINO - XI

Avenida João Pinheiro, no tempo em que asfalto era novidade.

A sempre imponente Estação da Mogyana, ao final do Ramal de Caldas.
  
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domingo, 7 de agosto de 2011

AGENCIA SCALABRINO - X

Rua Rio de Janeiro.
Avenida Francisco Salles.
  
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sábado, 6 de agosto de 2011

AGENCIA SCALABRINO - IX

 Thermas antiga. Ao fundo, Hotel da Empresa

Fonte dos Amores.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

AGENCIA SCALABRINO - VIII

Rua Paraná, hoje Rua Assis Figueiredo, a mais importante e conhecida de Poços de Caldas. 

Vista do Hotel da Empresa (ou "Empreza", dependendo da época), a partir da Rua Junqueiras. Observe o detalhe do telhado.

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

AGENCIA SCALABRINO - VII

Rua Junqueiras, esquina com a hoje Rua Assis Figueiredo. O prédio em primeiro plano, à direita, ainda existe e abriga uma loja de meias.

O Mercado Municipal hoje abriga uma casa se materiais de construção. Perdeu muito de suas características originais embora conserve a fachada. Já deveria ter sido tombado pelo Patrimônio Histórico.
 
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

AGENCIA SCALABRINO - VI

"Egreja Protestante", hoje Igreja Metodista. Fica na esquina das ruas São Paulo e Rio Grande do Sul.

Matadouro, junto ao hoje Parque Municipal. Foi demolido; no local há uma pista de skate.
 
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

AGENCIA SCALABRINO - V

Trecho da Rua Rio Grande do Sul.

Rua São Paulo. A torre é da Igreja de Santo Antônio, a primeira Matriz da cidade, cuja construção começou em 1882.
  
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

AGENCIA SCALABRINO - IV

Praça Pedro Sanches, com o coreto antigo ainda no centro do jardim. Ao fundo, o Parc Hotel

Antiga Matriz de Poços de Caldas. À direita, a Casa Paroquial, que ainda existe. A Igreja foi construída entre 1907 e 1914, e demolida em 1938. Os relógios da torre não aparecem em imagens mais antigas, o que leva a crer que foram instalados depois.
 
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