quinta-feira, 29 de março de 2012

SINGRANDO OS VALES

Raríssima imagem do acervo do Memória de Poços de Caldas mostra uma composição da Cia. Mogyana passando nas proximidades do antigo Posto Zootechnico, hoje Country Club. Observe o reflexo do trem na água. É uma bela cena, que pode repetir-se -guardadas as diferenças impostas pelo crescimento da cidade-  se prefeito e secretário de turismo empenharem-se na proposta de implantação do Trem Turístico de Poços de Caldas no trecho urbano da ferrovia.

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"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

terça-feira, 27 de março de 2012

TREM TURÍSTICO: NAS MÃOS DA PREFEITURA

Tendo em vista a dificuldade de agendar uma audiência com Paulo César Silva, prefeito de Poços de Caldas, cujo pedido foi feito em 8 de março de 2012 e não atendido até hoje por conta da "agenda cheia", o que é plenamente compreensível nesses tempos bicudos que a cidade enfrenta politicamente, optei por protocolar uma documentação cujo conteúdo segue abaixo:
 

Poços de Caldas, 27 de março de 2012
À Prefeitura Municipal de Poços de Caldas
At. Sr. Prefeito Paulo César Silva
Poços de Caldas, MG

ENCAMINHAMENTO DE DOCUMENTAÇÃO REFERENTE AO PROJETO DE REATIVAÇÃO DE FERROVIA E IMPLANTAÇÃO DE TREM TURÍSTICO INCLUSIVE NA ÁREA URBANA DE POÇOS DE CALDAS

Senhor Prefeito

Rubens Caruso Jr, jornalista, domiciliado nesta cidade, e que assina este Pedido, vem à presença do Secretário apresentar o que segue:
-considerando a inegável importância que a ferrovia representou para Poços de Caldas, aqui chegando em 1886 com a criação do Ramal de Caldas da Cia. Mogyana, inaugurado com a presença de SMI Dom Pedro II;
-considerando que a operação ferroviária foi fator determinante para o desenvolvimento de Poços de Caldas, pois por meio dela vieram pessoas, objetos e mudanças culturais; 
-considerando a existência de um importante patrimônio histórico tombado, compreendido pela Estação Mogyana, chamado por alguns de “Fepasa”, que inclui não apenas o prédio, mas itens como um raríssimo Girador de Locomotivas ou armazéns contíguos ao prédio da Estação, entre outros;
-considerando que este jornalista protocolou, em agosto de 2010, um Pedido de Tombamento de todo o remanescente ferroviário ainda não tombado, incluindo os Pilares da Mogyana, (denominação lançada em 12 de abril de 2010 por este jornalista) protocolado na SePlan sob no. 0026291-063/2011, processo ainda tramitando;
-considerando que no Plano Diretor atual o leito da Ferrovia, particularmente o trecho entre a Estação Poços de Caldas e a Estação Bauxita foi incluído como passível de ocupação por uma “via estrutural”, projeto nunca levado adiante por inviabilidade técnica;
-considerando que em fevereiro de 2012 o Sr. Prefeito de Poços de Caldas, em discurso na abertura dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal, apresentou como plano“desenvolvimento de projeto de urbanismo para a implantação de ciclovia e pista de pedestrianismo no leito da linha férrea, desde a Estação FEPASA até os Pilares da Mogiana”, conforme disponível no site da Prefeitura em http://200.195.60.10/?p=470;
-considerando que poucos dias depois, o Senhor Prefeito de Poços de Caldas, em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da Tv Plan, disse: “Quando fui candidato a prefeito, nós apresentamos 23 propostas, e estou muito feliz porque estamos concluindo todas elas, com exceção da Fepasa. Não vai ser possível ser feita aquela situação que a gente já discutiu, que era aquela avenida estrutural, o que também é bom, por que a gente tem a grande perspectiva, que é o meu principal objetivo, que é resgatar a volta do trem", conforme disponível em
http://www.memoriadepocos.com.br/2012/02/prefeito-paulo-cesar-silva-e-mogyana.html;
-considerando que todo o patrimônio, incluindo o próprio leito da ferrovia é propriedade da União Federal, listado no rol de inventariança da RFFSA, sob responsabilidade da SPU – Secretaria de Patrimônio da União;
-considerando a intervenção do Ministério Público Federal, visando não apenas salvaguardar esse patrimônio em condições dignas, mas a possibilidade da reativação do trecho ferroviário, conforme apontado em extenso laudo de peritos do próprio MPF;
-considerando que o MPF ajuizou ação contra o Município pedindo a utilização adequada do patrimônio ferroviário, notadamente a Plataforma da Estação, que vinha servindo de passagem de carros e caminhões oficiais;
-considerando que o Governo Federal anunciou, em janeiro de 2012, a formação de Grupos de Trabalho para agilizar o andamento e liberação de projetos de Trens Turísticos, conforme disponível em
http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/01/18/comissoes-vao-acelerar-analise-de-projetos-de-trens-turisticos e http://oglobo.globo.com/economia/trens-turisticos-receberao-500-milhoes-3949652;
-considerando que o Governo Federal anunciou a liberação de recursos da ordem de R$ 500 milhões para investimento exclusivo em projetos de Trens Turísticos, conforme disponível em
https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/2/12/trens-turisticos-receberao-r-500-milhoes, visando especialmente o incremento da oferta de atrativos turísticos aos visitantes dos eventos Copa do Mundo e Olimpíadas;
-considerando que no mesmo press-release do Ministério do Turismo, citado anteriormente, consta a informação de que pelo menos 50 municípios têm projetos de Trens Turísticos em análise nas comissões, além de outras 44 solicitações e a existência de 32 trens turísticos operando em 11 Estados;
-considerando que o signatário desse pedido tem em mãos uma proposta para realização de Estudo de Viabilidade Técnica visando a implantação de um Trem Turístico em Poços de Caldas, ligando inicialmente o trecho compreendido entre as estações Poços de Caldas e Bauxita (esta ainda em operação), apresentada pela ABPF –Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, que vem operando com sucesso trens turísticos em composições com locomotivas a vapor nas cidades de São Lourenço-MG, Jaguariúna-SP ou Tiradentes, MG, entre outras, ora encaminhada anexa;
-considerando que o signatário desse pedido tem em mãos um “orçamento preliminar” de R$ 8,2 milhões para a reconstrução do trecho de cerca de 10 km compreendido entre as Estações citadas acima, e que esse valor representa cerca de apenas 1,6% da verba que o Governo Federal anuncia para os projetos de Trens Turísticos;
-considerando que o Presidente do Condephact, também diretor da SePlan, afirmou em entrevista à Rádio Difusora de Poços de Caldas, disponível em http://www.memoriadepocos.com.br/2012/03/debate.html, que os muros construídos por estabelecimentos comerciais sobre o leito da ferrovia em área adjacente à Estação, dentro do perímetro de tombamento, têm caráter provisório e seriam removidos em caso de fato de interesse público superveniente como a volta da operação ferroviária sem qualquer ônus ao município;
-considerando que a reativação do Ramal Ferroviário pode, no futuro, servir como base para uma ligação férrea entre o centro da cidade e a zona sul, com a utilização de um veículo ambientalmente mais sustentável, operando na mesma linha do Trem Turístico;
-considerando que o site da Prefeitura de Poços de Caldas publicou em http://200.195.60.10/?p=1347 que a vice-prefeita “Gláucia falou ainda que tanto ela como o prefeito Paulo César Silva reconhecem a importância da participação da sociedade na formulação de propostas para o Plano Diretor. A vice-prefeita disse também que a administração pública está de portas abertas para receber sugestões da comunidade, visando melhorar a cidade, que já é reconhecida pela infraestrutura invejável, mas que precisa pensar o crescimento sem esquecer a qualidade de vida” e que, na mesma pauta, consta que “Tassinari reafirmou a importância da participação da comunidade poços-caldense na formulação do Plano Diretor, e disse que a população pode contar com o suporte da administração pública para debater todos os temas. Segundo o secretário, só dessa forma juntaremos boas idéias que “vão melhorar, ainda mais, a cidade que amamos”, o que motivou esse jornalista a protocolar (no. 0011633-184/2012) um Pedido de Alteração de Diretriz do Plano Diretor pontuando a substituição da previsão de implantação de uma via estrutural pela reativação do Ramal Ferroviário urbano de Poços de Caldas,
-considerando, finalmente, o publicado em 27 de março de 2012 no Jornal de Poços, que corrobora a tese defendida em debate recente na Rádio Difusora (íntegra no cd anexo) pelo Secretário Municipal de Turismo –“existe previsão de construção de uma via perimetral futuramente para desafogar o trânsito na área central, utilizando para isso o leito atual da ferrovia”, o que afronta a posição do Senhor Prefeito, citada anteriormente -“Quando fui candidato a prefeito, nós apresentamos 23 propostas, e estou muito feliz porque estamos concluindo todas elas, com exceção da Fepasa. Não vai ser possível ser feita aquela situação que a gente já discutiu, que era aquela avenida estrutural, o que também é bom, por que a gente tem a grande perspectiva, que é o meu principal objetivo, que é resgatar a volta do trem",
o signatário, diante do exposto, solicita ao Senhor Prefeito que receba a documentação anexa e avalie a possibilidade de implantação de um projeto de Trem Turístico em Poços de Caldas, incluindo a reativação do trecho ferroviário urbano, coerente com a fala citada acima, com a utilização do patrimônio ferroviário tombado (Estação, Girador de Locomotivas e outros), determinando àqueles responsáveis pelo desenvolvimento turístico da cidade a concretização de estudos para a obtenção dos recursos federais citados, desde já colocando-se à disposição do Senhor Prefeito para apresentação de mais detalhes que se façam necessários, além das muitas informação disponíveis no site www.memoriadepocos.com.br .
Atenciosamente,

Rubens Caruso Jr.
Jornalista
  
Anexos: Proposta de realização de Estudo de Viabilidade Técnica da ABPF
                 Modelo para simples referência da Minuta de Contrato com a ABPF
                 CD contendo a íntegra do debate na Rádio Difusora em 12/03/2012 e vídeo do Trem Turístico de Tiradentes operando Girador de Locomotivas.

Penso que estou apenas cumprindo minha função e cidadão, socializando uma parte das informações que recolhi ao longo do tempo em que tenho me dedicado ao projeto. Quem sabe os argumentos acima não sensibilizem nosso prefeito, de modo que ele determine que a secretaria de turismo vá em busca dos recursos federais e deixe a discussão de "avenida estrutural ou perimetral" para quem é da área, abraçando a ideia do próprio prefeito: "é o meu principal objetivo, que é resgatar a volta do trem".
  
Rubens Caruso Jr.

segunda-feira, 26 de março de 2012

MOGYANA EM PAUTA NO CONSELHO DE TURISMO

Sugiro ao Amigo Leitor do Memória de Poços de Caldas que assista ao vídeo acima pensando na Estação de Poços de Caldas e em nosso Girador de Locomotivas. Serve como referência do que será o Trem Turístico de Poços de Caldas operando na área central.

Amanhã, 27 de março, acontece uma reunião do Comtur -Conselho Municipal de Turismo. Parece estranho, mas tive que protocolar na prefeitura um pedido para apresentar um material sobre Ferrovia e Trem Turístico, assunto que vem sendo tratado há pelo menos dois anos, foi abordado no debate realizado pela Rádio Difusora, motivou um pedido de Audiência Pública (aprovado por unanimidade) na Câmara Municipal e um abaixo assinado com mais de mil assinaturas. Fossem normais as coisas em Poços de Caldas, e eu estaria lá como convidado, nunca tendo que apresentar longo arrazoado  destacando a necessidade de urgência do pedido. Pelo menos desde agora a prefeitura tem ciência oficial do meu trabalho.
  
Do Conselho Municipal de Turismo veio a seguinte resposta:
"Atendendo o solicitado através de carta com protocolo nº 0012454/2012, estamos incluindo a "Apresentação sobre ferrovia e trem turístico de Poços de Caldas" na próxima reunião do Comtur, agendada para o dia 27 de março, na Secretaria Municipal de Turismo e Cultura. Deixamos a apresentação como último item na pauta, que poderá ser iniciada por volta das 19h".

Vou lá com meu "kit Mogyana" tentar convencer os Conselheiros e, principalmente a Secretaria de Turismo de que, quanto mais para o fim da fila ficarmos, mais e mais cidades vão apresentar seus projetos de Trens Turísticos ao Governo Federal, com grande chances de perdermos o que pode ser o mais importante projeto turístico de Poços de Caldas em décadas. Ou há algum que se equipare e eu não sei?
 
Para conhecimento dos Leitores, integram o Conselho Municipal de Turismo:
Turismo e Cultura - José Carlos Polli (Secretário de Turismo e Cultura e Presidente do Conselho); Marco Antonio Dias de Paiva (diretor de turismo)
Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente - Ércules Berlini Tassinari (secretário); Misael de Mendonça
Esportes e Lazer - Carlos Alberto dos Santos (secretário); Israel de Souza Pereira
Desenvolvimento Econômico e Trabalho - Cibele T. Melo Benjamin (ex-secretária, agora em Obras); Antonio Carlos Alvisi
Comunicação Social - José Carlos Polli (ex-secretário, agora em Turismo); Marco Antônio Silva
Fazenda - Armando Bertoni (secretário); Maria Cristina Pereira
Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Poços de Caldas - Alípio Gabriel Vaz da Silva; Eustáquio Marques de Ramos (SENAI)
Poços de Caldas Convention & Visitors Bureau - Sylvia Karina Tarabole Monteiro Franco; Paulo Brianezi(SESC)
Associação de Bares, Restaurantes e Similares de Poços de Caldas - Ricardo Mucciaroni; Rodrigo Geraldi Rezende
Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico de Poços de Caldas – CONDEPHACT - Jaís Ferreira de Sousa; Carlos Henrique de Oliveira
Associação Circuito Turístico Caminhos Gerais - Gisleângela Mendes; Alexandre Roberto de Carvalho (SENAC)
Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Poços de Caldas -ACIA- Gustavo Tarquinio Bertozzi; Alexandre Antonio de Oliveira.

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quinta-feira, 22 de março de 2012

VIAJANDO NA MOGYANA

Há certas recompensas que justificam o esforço: Poços de Caldas recebe esta semana dois técnicos da Valec, empresa pública federal, vinculada ao Ministério dos Transportes, focada na construção e  exploração da infraestrutura ferroviária. Deles partiu o convite ao Memória de Poços de Caldas para uma viagem entre Águas da Prata e Poços de Caldas, no centenário ramal da Cia. Mogyana, ocasião em que foi possível comprovar mais uma vez o colossal potencial do projeto do Trem Turístico, para o qual há verbas também federais de R$ 500 milhões -Poços de Caldas deveria ao menos estar pleiteando uma parte desse capital, coisa que dezenas de cidades fazem nesse momento.
  
Enquanto o Trem Turístico de Poços de Caldas não se torna realidade, acompanhe nas fotos abaixo o que deveria estar ao alcance de todos -história, turismo e cultura. Se você sentiu vontade de fazer o passeio e ainda não se juntou ao coro dos que abraçaram a ideia, que tal fazer parte? Garanto que o passeio é inesquecível!
 
Confesso que fiquei imaginando a sensação de SMI Dom Pedro II percorrendo pela primeira vez, em 1886, o mesmo trecho.
 Pequeno viaduto na Serra
 Vista panorâmica
 Vista da rodovia
 Viaduto do Tajá
 Note a semelhança com os Pilares da Mogyana
 Muitas quedas d´água no percurso
 Túnel
Detalhe interno do Túnel

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quarta-feira, 21 de março de 2012

FERROVIA: A VEZ DA CÂMARA MUNICIPAL - 2

Por unanimidade, a Câmara Municipal aprovou, na sessão de ontem (20 de março) o requerimento do vereador Flávio Faria propondo a realização de uma Audiência Pública para tratar do tema “A viabilidade da volta do Trem Turístico para Poços de Caldas”.

Ótima notícia, e mais uma vez agradeço ao vereador por abraçar -de verdade- a ideia. Que o projeto é viável não há dúvidas. Que há verbas específicas do governo federal já mostrei aqui e no debate na rádio. Só falta um detalhe: o poder executivo entrar no assunto, fazendo andar a fala do prefeito Paulo César Silva: "Quando fui candidato a prefeito, nós apresentamos 23 propostas, e estou muito feliz porque estamos concluindo todas elas, com exceção da Fepasa. Não vai ser possível ser feita aquela situação que a gente já discutiu, que era aquela avenida estrutural, o que também é bom, por que a gente tem a grande perspectiva, que é o meu principal objetivo, que é resgatar a volta do trem".
  
Já protocolei duas petições na prefeitura: uma solicitando a modificação de diretriz constante no Plano Diretor, ora em revisão e que projetava a construção de uma "via estrutrural" no leito da ferrovia que, além da inviabilidade técnica já foi descartada pelo prefeito em nome da "volta do trem" e outra, dirigida ao presidente do novíssimo Conselho Municipal de Turismo, o secretário interino de turismo José Carlos Polli, solicitando um horário na próxima reunião do Conselho, em 27 de março, para apresentação de material sobre o projeto. Na petição destaquei a urgência da apresentação por conta da existência de pelo menos 50 cidades já trabalhando pelas verbas federais para trens turísticos.
  
A foto acima é de São Lourenço-MG. Poderia ser de Poços de Caldas. E se autoridades mantiverem o discurso de "avenidas estruturais", vamos continuar colecionando fotos de outras cidades.
  
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Rubens Caruso Jr.

sexta-feira, 16 de março de 2012

FERROVIA: A VEZ DA CÂMARA MUNICIPAL

Nota publicada hoje no site da Câmara Municipal de Poços de Caldas:
  
Flávio Faria sugere audiência pública sobre reativação de trem turístico
"O vereador Flávio Faria (PT) protocolou, na última semana, um requerimento sugerindo a realização de uma audiência pública sobre o tema “A viabilidade da volta do Trem Turístico para Poços de Caldas”. O pedido será colocado em votação nas próximas sessões da Câmara.
   
No documento apresentado, o parlamentar lembrou que a atração turística do município foi desativada e extinta, principalmente, por determinação da FEPASA, detentora das instalações, estrutura e das locomotivas que eram utilizadas. Ele lembrou, ainda, que em 1886 o Imperador Dom Pedro II inaugurou o ramal de Caldas da Cia. Mogyana de Estradas de Ferro, o que até hoje é lembrado com grande saudade pelos visitantes.
   
Segundo Flávio Faria, as discussões sobre a volta do trem turístico ganharam destaque após o governo federal divulgar um investimento na ordem de R$ 500 milhões para ampliação e revitalização da malha ferroviária em todo o Brasil, tendo em vista a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no país. “O Governo Federal investirá até 2015 cerca de R$ 500 milhões na compra e reforma de novos trens e na ampliação e revitalização da malha ferroviária visando à criação de mais atrações para esses dois eventos. Já existem diversos projetos de prefeituras e entidades sem fins lucrativos sendo analisados pelo Ministério do Turismo”, ressaltou.
   
Em Poços, de acordo com o legislador, o jornalista Rubens Caruso elaborou uma proposta para discussão do tema, destacando a importância do empenho da prefeitura em pleitear a volta do atrativo turístico. “Preocupado com a questão da valorização do patrimônio histórico e cultural do município, o jornalista Rubens Caruso tem abraçado essa causa. Em uma reunião que tivemos, ele falou sobre o porquê de não existir uma ação por parte do município no sentido de se pleitear o retorno do trem turístico em Poços, uma vez que o governo federal estará disponibilizando o recurso para esse tipo de empreendimento”, afirmou.
   
A reativação da linha férrea em Poços é também uma preocupação e um pedido da escola Criativa Idade. Flávio Faria destacou que os alunos vêm se mobilizando e reivindicando que o assunto seja colocado em discussão. “Por isso apresentamos um requerimento propondo a realização de uma audiência pública, a fim de que se possa debater com a sociedade, inclusive com convidados de fora, traçando um diagnóstico da linha férrea de Poços e analisando a viabilidade de se ter esse atrativo novamente”, finalizou o vereador.".
   
O vereador Flávio Faria foi o ÚNICO político local até o momento que deu atenção ao projeto, e por isso externo aqui meus mais sinceros agradecimentos, em especial pela sensibilidade de perceber o valor que a Ferrovia tem e deve acrescentar a Poços de Caldas, levando o assunto ao Legislativo com tamanho empenho.
  
Clique aqui para ler a publicação original no site da Câmara Municipal.
A foto acima é do interior da Oficina da Cia. Mogyana em Campinas-SP, no começo do século XX.

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terça-feira, 13 de março de 2012

MOGYANA: ÍNTEGRA DO DEBATE NA RÁDIO

Confira como foi o debate realizado na Rádio Difusora, cujo tema foi a reativação do ramal ferroviário de Poços de Caldas visando a implantação de um Trem Turístico.

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segunda-feira, 12 de março de 2012

MOGYANA: ATÉ ONDE UM CIDADÃO PODE IR?

Amigos do Memória de Poços de Caldas, este artigo é extenso mas peço àqueles que estão realmente interessados na reativação da ferrovia na cidade, com a implantação de um trem turístico ("Maria-Fumaça"), que leiam com carinho, pois estou quase esgotando as alternativas que posso alcançar como cidadão. A partir de um ponto a Prefeitura tem, se tiver interesse na ideia, que assumir os trabalhos, o que não significa que "abandonarei o trem" -ao contrário. Trata-se da discussão sobre o modelo de preservação do patrimônio ferroviário adotado pela prefeitura e avalizado pelo Condephact, diante da perspectiva sólida de implantação de um projeto de Trem Turístico de alto nível. Contribuições são, como sempre, bem-vindas.
  
Enquanto José Carlos Polli, nosso atual Secretário de Turismo (o quarto em quatro anos...) insiste na tese de que o leito da ferrovia deveria ser transformado em avenida, o que segundo ele resolveria o problema do trânsito na João Pinheiro, continuo trabalhando em todas as alternativas que levem à reativação do trecho ferroviário entre as estações Poços de Caldas e Bauxita. Convém lembrar que a ideia que o secretário defende (e o fez recentemente em entrevista à Rádio Difusora) já foi sepultada pelo próprio prefeito que, no começo de fevereiro passado disse, em discurso na Câmara Municipal, sobre suas metas para 2012, que planejava o "desenvolvimento de projeto de urbanismo para a implantação de ciclovia e pista de pedestrianismo no leito da linha férrea, desde a Estação FEPASA até os Pilares da Mogiana" para, mais tarde (felizmente) mudar de ideia ao afirmar em entrevista à Tv Plan que "não vai ser possível ser feita aquela situação que a gente já discutiu, que era aquela avenida estrutural, o que também é bom, por que a gente tem a grande perspectiva, que é o meu principal objetivo, que é resgatar a volta do trem". Como se vê, o secretário exerce o sagrado direito de expressar sua opinião, todavia a ideia do prefeito precisa ser trabalhada, primeiro por uma questão de hierarquia, depois por um motivo singelo: o secretário ocupa a pasta de "Turismo e Cultura", e todo o trabalho pela volta do trem tem profundo cunho turístico e cultural, como já demonstrei muitas vezes -por sinal, um projeto de aproveitamento positivo para toda a cidade, muito diferente de uma avenida, discurso que atende aos interesses de quem usa transporte individual.
 
É hora de pensar grande e longe, e insistir num assunto encerrado pelo próprio prefeito não agrega nada à Cidade. Um ponto importante: "via estrutural", de acordo com o Plano Diretor de Poços de Caldas, é a que "compõe a estrutura viária básica da cidade, estabelecendo as ligações entre as áreas urbanas e servindo de eixo prioritário para o transporte coletivo". Não seria o caso.
   
Enquanto isso, algumas novidades foram sendo acrescentadas ao meu trabalho. Em janeiro deste ano o Governo Federal publicou informação importantíssima, cuja íntegra está aqui, da qual se extrai: 

"TURISMO CRIA COMISSÕES PARA ACELERAR A ANÁLISE DE PROJETOS DE TRENS TURÍSTICOS 
O Ministério do Turismo vai criar três comissões para acelerar o processo de análise de projeto de trens turísticos e culturais no País. Os grupos vão tratar das questões relacionadas à destinação do patrimônio da extinta Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA) e à operação dos trechos ferroviários. A decisão foi tomada pelo Grupo de Trabalho (GT) de Turismo Ferroviário durante reunião, em Brasília.
O GT tem como atribuição desenvolver uma política de fomento do turismo ferroviário no País nos segmentos de trens turísticos e culturais. No que se refere à operação, serão tratadas questões como regulamentação dos serviços, incentivos, composição de tarifas, investimentos públicos e privados, entre outros.
O GT de Turismo Ferroviário tem sob análise, no momento, cerca de 50 projetos de prefeituras e entidades privadas sem fins lucrativos. Número que poderá ser ampliado, segundo o Ministério do Turismo, à medida que os projetos em carteira forem sendo implantados. O grupo tem como atribuição desenvolver uma política de fomento do turismo ferroviário no País nos segmentos de trens turísticos e culturais. A finalidade é recuperar, requalificar e preservar trechos o patrimônio ferroviário.
Integram o GT, representantes do Ministério dos Transportes, da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e inventariança da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de representantes de entidades de classes do setor".
   
Até então o fato importante era essa formação de um grupo multidisciplinar do governo federal. Mas a melhor de todas as notícias veio em fevereiro passado, direto do Ministério do Planejamento, publicada no jornal O Globo, que resumo abaixo:
   
"TRENS TURÍSTICOS RECEBERÃO R$ 500 MILHÕES
Pegando carona nos grandes eventos esportivos - Copa do Mundo e Olimpíadas - o governo aumentará o número de trens turísticos em funcionamento no país, atração que deve fazer parte dos roteiros oferecidos aos estrangeiros. Até 2015, o objetivo é dobrar o número de passageiros, para dez milhões, e aumentar em 50% as operações. Para isso, serão investidos R$ 500 milhões.
Os trens são o grande atrativo das regiões onde circulam, enchendo os cofres de municípios que investem no serviço, como os do Sul do país. Também devem ser ativados nos próximos dois anos, segundo o diretor do Departamento de Estruturação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, Ricardo Moesch, os trens turísticos de Mogi das Cruzes (SP); da área urbana de São Carlos (SP); de Santa Maria (RS); e a Ferrovia do Contestado (SC). No Nordeste, também estão previstas novas operações. Em 2007, os trens transportaram mais de 3,5 milhões de passageiros e geraram cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos. E renderam cerca de R$ 100 milhões com a venda de passagens. Em 2011, os números já eram bem maiores: viajaram em trens cinco milhões de passageiros que pagaram, em média, R$ 60, e foram feitos investimentos de R$ 300 milhões, segundo presidente da ABOTTC, Sávio Neves, acrescentando que os empregos diretos no setor chegam a três mil e, se somados aos indiretos, ultrapassam oito mil -desconsiderando atividades de fotografia, arte plásticas e gastronomia. Cerca de 50 projetos de prefeituras e entidades privadas sem fins lucrativos para instalação de locomotivas estão sendo analisados pelo grupo de trabalho liderado pelo Ministério do Turismo. Há outras 44 solicitações. Hoje, estão em operação 32 trens turísticos espalhados por 11 estados".
   
Portanto, amigo Leitor, temos um Grupo de Trabalho do Governo Federal agilizando os processos, e o próprio Governo acenando com R$ 500 milhões somente para projetos de trens turísticos.
   
A próxima pergunta é: afinal, quanto Poços de Caldas precisa para reativar sua ferrovia e implantar um trem turístico? Eu respondo: cerca de R$ 8 milhões, de acordo com um orçamento preliminar que obtive de uma empresa especializada que está construindo pelo menos dois projetos de trens turísticos em cidades menores que Poços de Caldas. Parece muito? De fato, parece. Mas alguns pontos devem ser considerados: há verbas federais para isso, e precisamos de algo em torno de 1,6% do que o governo oferta; a verba é "carimbada", ou seja, só serve para investimentos em trens turísticos, não pode ser pleiteada para outros projetos.
  
Vale lembrar, para comparar, que somente na reforma da Thermas Antonio Carlos, outro patrimônio histórico de Poços de Caldas, estão sendo investidos pelo menos R$ 10 milhões; ou os R$ 9 milhões previstos para reformar o Palace Casino; ou mesmo os R$ 5 milhões previstos e aprovados pela Câmara Municipal para reformas da Avenida João Pinheiro -os três recursos oriundos de Belo Horizonte. Posso recorrer até ao valor da construção da nova sede do DME, R$ 9.2 milhões, recursos próprios da empresa, na prática dinheiro do município. 
  
Bom, temos então um GT, R$ 500 milhões do Governo Federal, uma ideia firme do investimento necessário, mas ainda falta saber como implantar e operar o Trem Turístico de Poços de Caldas. O caminho é a ABPF -Associação Brasileira de Preservação Ferroviária- por um motivo apenas: a notória experiência e capacidade que a associação possui, acumulada em 34 anos de operação, atestada por muito bem sucedidos exemplos como Jaguariúna ou São Lourenço, os quais tive satisfação de visitar e, principalmente, utilizar. Antes é preciso que a prefeitura contrate um Estudo de Viabilidade Técnica (EVT), trabalho que a própria ABPF realiza, avaliando todas as condições e necessidades técnicas do projeto, bem como benefícios decorrentes do empreendimento, chegando, entre outros, até a orientação sobre um requerimento exigido pela ANTT. O EVT está orçado em R$ 30 mil, proposta que já está em minhas mãos.
  
Para que Poços de Caldas tenha seu patrimônio ferroviário integralmente preservado, protocolei na Seplan (Secretaria Municipal de Planejamento) um pedido de tombamento de todo o remanescente da Mogyana ainda não tombado. O Condephact, conselho de defesa do patrimônio histórico, levou seis meses (!) para começar a mexer no processo -nesse tempo muita coisa poderia ter se perdido, mas não foi.
 
Louve-se, por fim, a atitude do Ministério Público Federal, por meio do Procurador da República Dr. José Lucas Perroni Kalil, que agiu de forma dura porém justa em prol da preservação, especialmente do conjunto da Estação, incluindo o ajuizamento de uma ação na Justiça Federal contra a prefeitura, não sem antes enviar à cidade peritos para avaliarem o patrimônio histórico ferroviário, além de uma visita do próprio Procurador na semana do carnaval. 
   
O que falta agora? Juntar tudo e entregar ao Prefeito. É meu próximo passo, e já pedi uma audiência. E se, diante de tudo o que explanei acima, o secretário de turismo ainda acha interessante discutir "avenida estrutural", paciência. Não pleiteio seu cargo e nenhum outro mas, modestamente, fui muito além do puro jornalismo nesse trabalho de mais de dois anos, e tomara que o secretário, se não comprar a ideia, pelo menos não a atrapalhe.
 
Rubens Caruso Jr.
 
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

sexta-feira, 9 de março de 2012

FERROVIA: DEBATE NA RÁDIO

Na próxima segunda-feira, 12 de março, a Rádio Difusora promove um debate sobre o tema "Ferrovia e Trem Turístico". O secretário de turismo e cultura José Carlos Polli foi o autor da proposta da realização, na verdade um desafio, para discutir as diversas questões que envolvem o assunto em Poços de Caldas, e deverá contar ainda com as presenças do arquiteto Osmero Pellegrinelli Jr., presidente do Condephact, e do engenheiro Nelson Gonçalves Filho.
   
Honestamente não entendo a necessidade de um debate -o secretário deveria estar lutando pela ideia da recuperação desse importante pedaço da história, não eu- mas aceitei participar. A foto acima mostra a situação da Estação de Poços de Caldas, sede da secretaria de Turismo e Cultura; a foto abaixo mostra o modelo ferroviário que defendo para a cidade.
Se você quiser acompanhar, anote:
Rádio Difusora - AM 1250
12 de março, das 13 às 14 horas
www.difusorapocos.com.br (clique na guia "AO VIVO")
Perguntas ou comentários, ligue (35) 3722-1460
   
Espero sua participação!
 
Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

   

VISTA GERAL, 1917

Cartão postal circulado, do acervo do Memória de Poços de Caldas, mostra a cidade em 1917. As duas ruas que se destacam são, à esquerda, Rua Ferreira Lage, hoje Rua Barros Cobra, onde se observa o antigo balneário denominado Estabelecimento Macacos, situado na Praça Dom Pedro II -é possível observar a ponte ainda existente no local; à direita, Rua Riachuelo (também já foi Rua Bahia), hoje Rua Prefeito Chagas, com o ribeirão ainda descoberto, próximo à Praça Pedro Sanches. No morro, solitária, a Capela de Santa Cruz.
   
Mera curiosidade: o selo homenageia o Almirante Eduardo Wandenkolk.
   
Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".
   

domingo, 4 de março de 2012

IGREJA METODISTA

Interessante relato publicado no site da Igreja Metodista de Poços de Caldas:
   
"Poços de Caldas, então com cerca de 3.000 habitantes, ainda se descobrindo como “Estação de Águas”, onde centenas de pessoas se deslocavam todos os anos em busca de uma cura miraculosa em suas águas sulfurosas, missionários vindos de Campinas-SP, utilizando-se dos trens da Mogiana, iniciaram um trabalho de evangelismo em casa de D. Edna Dias. Logo este trabalho ganhou vulto. Em 04 de março de 1906, foram então batizados os primeiros membros.
  
Foram muitos os desafios. Grandes foram as hostilidades enfrentadas. Muitas vezes estes homens, simplesmente por pregarem um evangelho puro, foram apedrejados por aqueles que se sentiam ameaçados por tão grande Verdade.
  
Em 19 de novembro de 1919 é lançada a pedra fundamental para a construção do Templo na esquina das ruas Rio Grande do Sul com São Paulo. Nesta ocasião, o Reverendo Samuel Belcher, nomeado que foi para tal empreendimento, movido pelo Espírito Santo, pronuncia o seguinte: “Sobre esta Igreja, que está sendo erigida sobre a pedra (no local havia o Morro do Itororó, uma imensa formação rochosa com cerca de 20 metros de altura), profetizo que dela sairão muitos pastores e evangelistas, que pregarão a Palavra de Deus, pois esta Igreja está sobre a Rocha Jesus”",
 
Observando a foto acima é possível perceber que as "hostilidades enfrentadas" não foram poucas, a julgar pelas janelas da  igreja quebradas a pedradas. Note também, ao fundo, o Morro do Itororó, que não existe mais.
   
Veja outra imagem da Igreja Metodista, localizada nas esquina das ruas São Paulo e Rio Grande do Sul  clicando aqui.
 
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"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".

sábado, 3 de março de 2012

PARC HOTEL

O cartão postal fotográfico acima, do acervo do Memória de Poços de Caldas, mostra uma cena típica da cidade na década de 1920. Observe o menino sentado na caixa de engraxate, atrás da charrete. Na parede, atrás da senhora, a placa do antigo Parc Hotel não deixa dúvidas do local, onde hoje está o Rex Hotel, na Praça Pedro Sanches.
  
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"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".
  

sexta-feira, 2 de março de 2012

DMAE: OBRAS NO LEITO DA FERROVIA

Em recente entrevista concedida à tv, Paulo César Silva, prefeito de Poços de Caldas, afirmou: "o meu principal objetivo é resgatar a volta do trem". Faltou talvez ao DMAE tomar conhecimento dessa fala.
     
Esta semana o Departamento começou a cavar valas junto à caixa d´água que há no bairro Novo Mundo, vizinha à garagem da prefeitura. A questão é que este reservatório foi construído à margem do leito da ferrovia, junto a um viaduto que, uma vez reativada a circulação do trem, vai se tornar um ótimo ponto de observação da passagem das composições, gerando, tal como em São Lourenço e outras cidades que já têm o Trem Turístico, milhares de imagens e comentários positivos que circularão pelo mundo, falando do "Trem de Poços".
É certo que o DMAE tem engenheiros e técnicos de elevada capacidade, capazes de pensar numa alternativa mais inteligente do que cavar o leito da ferrovia, enterrando ali um cano que certamente, quando das obras de reimplantação dos trilhos, pode até ser tornar uma dificuldade. A rigor, o leito é federal e não poderia receber qualquer intervenção, mas nada que um telefonema do prefeito ao DMAE não resolva.  
Imagine no local do aparente terreno baldio da foto acima, uma ferrovia e, em vez de uma escavadeira, uma locomotiva a vapor. Não consegue? Vai uma ajuda na imagem abaixo, um trem do Rio Grande do Sul.
Clique nas imagens do Memória de Poços de Caldas para ampliá-las.
"Povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la".